No financiamento próprio de lotes, pequenas diferenças de arredondamento ou de regra de amortização viram conflito com o cliente (“na proposta estava X e no boleto veio Y”). O caminho seguro é definir o sistema amortizador oficial e fazer proposta, contrato e cronograma de cobrança herdarem a mesma engine.
Price (Sistema Francês de Amortização)
Prestações fixas (antes da correção monetária, quando aplicável). Na prática, o cliente costuma entender melhor porque o valor nominal da parcela não oscila — o que muda são os componentes de juros e amortização dentro da parcela. Para a loteadora, o fluxo de recebimento é mais previsível no curto prazo.
SAC (Sistema de Amortização Constante)
A amortização do saldo é constante; os juros incidem sobre saldo devedor decrescente, então a parcela total diminui ao longo do tempo. Pode melhorar custo financeiro para o comprador em cenários de taxa relevante, mas a comunicação comercial precisa ser clara para não parecer “diminuição inexplicável” de cobrança entre meses.
Onde nasce a inconsistência proposta × cobrança
- Simulação feita em uma calculadora e parcelas “copiadas” manualmente para outra ferramenta.
- Correção monetária aplicada com um índice na proposta e outro no financeiro.
- Reajuste anual recalculado sobre saldo sem refletir exatamente o método usado na minuta do contrato adquirido.
- Arredondamentos divergentes entre emissor de boleto e planilha mestra.
Boas práticas operacionais
- Documentar no contrato o método (Price ou SAC), taxa (se houver), periodicidade e índice de correção.
- Gerar cronograma oficial único a partir do aceite e bloquear edição avulsa de parcelas sem aditivo.
- Conciliar boletos sempre contra o cronograma oficial, não contra planilhas paralelas.
Plataformas especializadas como a Verde SL reduzem esse risco ao manter contrato, índices do BC e geração de cobrança no mesmo fluxo — menos “telefone sem fio” entre comercial e financeiro.
Veja como o cronograma oficial se conecta aos boletos na sua operação.
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